Material cultivado em laboratório não é couro

Material cultivado em laboratório não é couro

O Comitê Global de Coordenação da Indústria de Couro (GLCC) criticou o uso do termo "couro" para descrever materiais cultivados em laboratório. Em uma declaração datada de 11 de setembro, que se seguiu à reunião mais recente do GLCC em Shangai, no final de agosto, a indústria mundial de couro manifestou que acompanha com interesse o desenvolvimento gradual de materiais cultivados em laboratório, com base na genética, através da engenharia de células de levedura para produzir colágeno, que pode, um dia, ser estabilizado para formar um material que marcas e fabricantes poderão usar na produção de sapatos, roupas e móveis.
“A indústria do couro considera que há espaço no mercado para todos os tipos de materiais”, disse o GLCC no comunicado, “mas insiste que esses materiais devem ser rotulados e descritos com precisão, e que quaisquer alegações de marketing devem ser verdadeiras, justificáveis e cumprirem as práticas comerciais justas”. Acrescenta que, para a indústria de couro, é claro que o material gerado em laboratório, ou em outro ambiente artificial, baseado na engenharia genética de células de qualquer fonte e posteriormente estabilizado, não atende à definição amplamente aceita de couro. Materiais cultivados em laboratório devem evitar a denominação de "couro" e sempre serem descritos como o que são - colágeno geneticamente modificado que foi estabilizado.
     O GLCC reúne as três organizações internacionais de couro: ICT, ICHSLTA e IULTCS.

19 de Setembro de 2018

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